Este nosso tão falado amor livre....

O amor livre é um tema sempre discutido no movimento libertário, seja ele punk ou anarquista. Algumas pessoas até nem acreditam na palavra amor, mas não pretendo entrar nesta questão.
Meu objetivo ao escrever este texto é o de discutir este assunto mais uma vez, pois ele é sempre recorrente, e bastante distorcido na sua prática pel@s libertári@s.
Uma vez vi em um texto da professora de História da UNICAMP/SP, Margareth Rago, publicado na revista Libertárias, que amor livre é confundido com a prática de se ter vári@s parceri@s, sem nem dar atenção aos sentimentos das pessoas com quem venha a se envolver ou d@ parceir@ fix@. Acrescento a esta definição, o fator de haver também uma confusão em relação as pessoas que tão afim de só terem relações sexuais momentâneas, (sabe aqueles desejos que batem "de repente"??), transar, e para isso, usam o termo amor livre para justificarem seus desejos, fazendo assim uma confusão entre amor livre com sexo livre. E o que acontece muitas vezes nas cenas libertárias é a prática do sexo livre e, diga-se de passagem, sem uso de preservativo!
Já ouvi declarações do tipo: "vamos gozar, ter prazer!", mas acontece que este tipo de "apelo" feito por alguns libertári@s refere-se somente ao seu prazer sexual - pode-se dizer que é um prazer egoísta - não pensando no prazer da outra pessoa com quem esta tendo uma relação, seja afetiva ou apenas carnal. E quanto aos sentimentos, nem se fala!
Não estou falando aqui daquela ficada de final de semana, apanhei tanto que já aprendi, (o cara só queria ejacular, baby, e você foi a escolhida) mas de um envolvimento que se prolongue por dias,meses... Acredito que amor livre não é o lance de querer se ficar com mil pessoas em uma noite, mas pode ser "praticante" do amor livre um casal que mantêm uma relação de respeito, carinho, afeto, igualda de entre os gêneros.
Cada um@, no meu ponto de vista, tem sua definição de amor livre, mas percebo que é coerente termos em mente, até porque buscamos a coerência e igualdade, respeito ao outr@ na nossa vivência libertária, que não existe prática de amor livre dentro do movimento anarcopunk/anarquista, talvez um grande desejo para que isso aconteça, por enquanto continuamos na teoria.
Lembrando que este assunto será debatido no Encontro de Gênero, que será realizado em Natal, de 24 a 28 de dezembro. Deste encontro, será tirado a pré-pauta para o 1º Encontro Anarco-Feminista Nordeste.


MABEL DIAS
COLETIVO INSUBMISS@S

Estamos hablando de amor libre...

El amor libre es un tema que siempre se discute en el movimiento libertario, sea este punk o anarquistas. Algunas personas ni siquiera creen en la palabra amor, pero no voy a entrar en ese tema.

Mi objetivo al escribir este texto es discutir este asunto una vez más, ya que siempre reaparece y de un modo bastante distoricionado en la práctica de l@s libertari@s.

Una vez lei un texto de una profesora de historia de UNICAMP/SP, Margareth Rago, publicado en la revista Libertarias. Planteaba que se confunde el amor libre con la práctica de tener varias parejas , sin que importen los sentimientos de las personas con las que se involucran ni los sentimientos de la pareja estable. A esta definición yo agrego el factor que es tener una confusión en relación a las personas con quienes sólo se tiene relaciones sexuales pasajeras, (¿conocen ese deseo que aparecen "de repente??) y a esto se le llamo amor libre, para justificar los deseos, confundiendo, de este modo, amor libre y sexo libre. Lo que pasa mucha veces en los contextos libertarios es la práctica del sexo libre, y digámoslo de pasada, ¡sin preservativo!

He escuchado justificaciones del tipo "¡disfrutemos, tengamos placer!", pero sucede que este tipo de posición de algun@s libertari@s se refiere solamente a su propio placer sexual, -podemos decir que es un placer egoísta- sin pensar en el placer de la otra persona con quien se tiene la relación, sea esta afectiva o sólo carnal. Y de los sentimientos, ¡ni hablar!

No hablo de aquella atinada de fin de semana, de las que todos sabemos, ("sólo quería eyacular, nena, y fuiste la escojida") sino de una relación que se prolongue por días, meses... Pienso que el amor libre no es el impulso de querer involucrarse con mil personas en una noche, sino que puede ser "practicante" del amor libre una pareja que mantiene una relación de respeto, cariño, afecto e igualdad entre los géneros.

Desde mi punto de vista, cada un@ tiene su propia definición de amor libre, pero percibo que es coherente en el concepto, ya que buscamos la coherencia e igualdad, el respeto al otr@ en nuestra vivencia libertaria, pero esta práctica de amor libre no existe en el movimiento anarcopunk/anarquistas, aunque sí existe, tal vez, el anhelo de que exista, pero por el momento seguimos a nivel teórico.

Este tema será debatido en el Encuentro de Género que se realizará en Natal, del 24 al 28 de diciembre. En este encuentro prepararemos la pretabla para el primer Encuentro Anarco-Feminista del Nordeste.

MABEL DIAS

COLECTIVO INSUMIS@S