Galiza, 2 de Agosto de 2006
Plataforma Galega Contra a Agressom Sionista no Líbano e Palestina
Contra o genocídio no Líbano e Palestina
As últimas acçons israelitas representam
mais um passo na sua estratégia de limpeza étnica e expansom
territorial que viola todas as normas do direito internacional e as disposiçons
dos Acordos de Genebra. Hoje, israel agride brutalmente o Líbano,
assassina civis, destrói infraestruturas e provoca novos êxodos
de refugiados sob o espúrio pretexto da autodefesa, com a cumplicidade
dos EUA e perante a cobarde e vergonhosa política de apaziguamento
da Uniom Europeia, que parece ter assumido a ideia racista de que os três
soldados capturados –nom seqüestrados, já que estavam
em Gaza e no Sul do Líbano fazendo parte do exército de
ocupaçom– valem mais do que a vida de centenas de milhares
de árabes, legítimos e legítimas habitantes dos territórios
atacados. Inacçom cúmplice dos corruptos e antidemocráticos
regimes árabes.
Mais de 650 mortes em vinte dias de ataques ao Líbano,
umhas 700.000 pessoas deslocadas (um milhom segundo a porta-voz da ONU,
Marie Heuzé), destruiçom sistemática das infraestruturas
e bairros residenciais. Eliminaçom premeditada das testemunhas
da carnificina, bombardeando intencionadamente as tropas desarmadas da
ONU, as ambuláncias da Cruz Vermelha e os transportes de civis
e ajuda humanitária. Vingança contra a populaçom
civil libanesa refugiada em Canaám, na sua maioria crianças,
pola derrrota sofrida polo exército sionista em Beit Jbel a maos
da Resistência Libanesa. Por volta das 10.000 pessoas palestinianas
em prisom política em cárceres israelitas, entre as quais
se contam 350 menores de dez anos (a maioria seqüestradas dos seus
lares polo exército de ocupaçom em “operaçons
preventivas”). Quase cinco milhons de pessoas refugiadas. Construçom
de um muro de separaçom na Cisjordánia, declarado ilegal
polo Tribunal Internacional de Haia em 2004, e anexaçom de Jerusalém
Leste. Apropriaçom de terras e recursos hídricos e criaçom
de ilhas incomunicadas que tornam impossível o desenvolvimento
social e económico da Palestina e a construçom de um Estado
nacional. Morte, fame e epidemias em Gaza, convertida no maior campo de
concentraçom da história: 1.400.000 habitantes sem alimentos,
luz, água potável e medicinas, abaixo dos bombardeamentos
diários e sem licença de saída. Genocídio,
despossessom e impunidade.
Perante a extrema gravidade da situaçom, queremos
expressar a nossa enérgica condena e denunciar o extermínio
sistemático do povo palestiniano por Israel e a brutal ofensiva
contra o Líbano, onde estám a ser utilizadas bombas de fragmentaçom
e de fósforo branco, ambas proibidas pola IV Convençom de
Genebra, e outras armas químicas por enquanto nom identificadas.
Condenamos e denunciamos ainda o silêncio culpável
de Ocidente perante o massacre de umha populaçom indefesa por um
dos exércitos mais poderosos do mundo, a cumplicidade dos EUA e
a ambigüídade da Uniom Europeia. A Comunidade Internacional
continua a pressionar as vítimas da brutal carnificina israelita,
as quais deveria apoiar por justiça legal e moral, e por decência.
Com cinismo e desvergonha, reclamam o desarmamento da milícia libanesa
de Hezbollah em aplicaçom da ordem 1.559 da ONU, enquanto calam
e omitem o sistemático incumprimento por parte de Israel de todas
e cada umha das resoluçons das Naçons Unidas relacionadas
com o conflito.
Os factos provam sobejamente que Israel é o verdadeiro
inimigo para a paz, a vida e a segurança das fronteiras no Oriente
Médio. As mais elementares normas de humanidade e justiça
universais reclamam que a solidariedade seja para as vítimas e
nom para os carrascos. Em conseqüência, vários grupos
políticos, sindicais e sociais, além de pessoas a título
individual, da Galiza, decidimos criar umha Plataforma Galega contra a
Agressom Sionista no líbano e Palestina, e exigimos dos poderes
públicos:
- Que a UE e o Governo espanhol emitam umha firme condena
contra a agressom sionista e abandonem o cínico costume de igualarem
as vítimas palestinianas e libanesas com os seus assassinos israelitas.
- A suspensom imediata do Acordo de Associaçom
entre a UE e Israel.
- A imediata suspensom do comércio espanhol com
Israel, nomeadamente no referente aos programas de armamento que o Ministério
da Defesa espanhol está a desenvolver com as empresas israelitas
(mísseis anticarro Spike da Casa Rafael, etc.)
- A ruptura ou suspensom das relaçons diplomáticas
com o criminoso Estado sionista, no mínimo enquanto persistir a
agressom no Líbano, Gaza e Cisjordánia.
- O pronunciamento de todas as instituiçons da
nossa terra, desde as cámaras municipais, passando polas deputaçons
e chegando até a Junta da Galiza, contra a agressom.
Solicitamos a todo o povo galego:
- Que acuda às mobilizaçons da Jornada
Nacional contra a Agressom Sionista no Líbano e Palestina, que
a nossa Plataforma convoca para a vindoura sexta-feira, dia 4 de Agosto
de 2006, às 20.30 horas:
- Corunha: Concentraçom no Obelisco.
- Ferrol: Concentraçom no Cantom de Molins
- Lugo: Concentraçom na Praça de Armanhá.
- Ponte Areas: Concentraçom em frente da Cámara Municipal.
- Ponte Vedra: Concentraçom que parte da Praça da Ferraria.
- Compostela: Concentraçom na Praça do Pam (Cervantes).
- Vigo: Concentraçom diante do MARCO.
- Que se incorpore às coordenadoras locais da
Plataforma e apoie as mobilizaçons e campanhas em cada zona.
- Que pressione os representantes públicos para
que, obedecendo a maioritaria vontade popular, tomem medidas eficazes
para deter o genocídio dos povos palestiniano e libanês.
- Que nom compre nengum produto de procedência
israelita ou de companhias israelitas. Boicote aos produtos de Israel.
¡¡ACABEMOS COM A IMPUNIDADE!!
¡¡FREEMOS O GENOCÍDIO!!
¡¡DETENHAMOS ISRAEL!!
¡¡QUEM COMPRA OS SEUS PRODUTOS, PAGA AS SUAS
BOMBAS!!
|